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  Poema

Poema

 

Na folha em branco

calo, morto

                      um canto.

 

E torto

 

                    sigo.

 

 



 Escrito por Nome às 12h09
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  Carnaval

Carnaval

 

no carnaval da solidão

                       passante

rasgo  o eu

 

caem eus

              feito confetes

                        em papéis

                               avulsos

 

 

Por: Paulo André



 Escrito por Nome às 12h08
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Abertura

Olá, creio na poesia. Penso que ela transforme a realidade, dando-lhe multiplos sentidos. Acredito, principalmente, na poesia que transmuta a realidade. Aí tens alguns poemas que são uma tentativa de transmutação. Espero que gostem e me mandem comentários.

Paulo André.  



 Escrito por Nome às 11h02
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Barco

 

Nas brenhas deste mar de nada

de velas içadas

o barco roto

                    à deriva

singra

               e sangra.

 

Paulo André



 Escrito por Nome às 10h52
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O homem e a esfinge

 

Na rua louca

O homem roto

Em busca de um rosto

 

                                       foge

 

oposto a esfinge

 

( A esfinge o devora).

    

              

Torto segue a fuga

e a esfinge

outra vez

o devora.

 

Paulo André



 Escrito por Nome às 10h50
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A lua

 

A lua

puta

nasce

nua.

 

(A velha puta

ainda é dona

da noite suja).

 

Amantes

impuros

cultuam

a velha bruxa.

 

Refazem o puro rito

da gula

no escuro templo

da lua.

 

Paulo André



 Escrito por Nome às 10h48
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